quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Diário de bordo - 9 de setembro



Agora são 3h48, horário local, e estou acordado desde as 3 horas. Ontem dormimos muito cedo, às 21h, e bastou ouvir o ronco do Nenê para eu acordar. Comecei a pensar na viagem de hoje e já fiz um checklist mental dos equipamentos. Despertei e não consigo mais dormir. 

Engraçado como o povo do sul faz desta rodovia um bicho de sete cabeças. Por aqui é só mais uma estrada normal e que já esteve pior. Não teve uma pessoa daqui que nos desanimasse a percorrê-la de moto. 

Estamos confiantes e muito tranquilos. É só ansiedade mesmo e falta de sono. Até daqui a pouco.

Registramos nossas passagens por Humaitá. 




Diário de bordo – 8 de setembro





Já estamos em Humaitá, no Amazonas. 

Estamos almoçando, vamos levar as motos para revisar e depois, um merecido descanso.

O sol aqui é de matar.


Esta é a Avenida Transamazônica, que vem de Apuí, cruza Humaitá e morre em Lábrea.



Rodoviária daqui e o hotel onde estamos, bem acompanhados, rs. 




No hotel tem um computador para os hóspedes, mas a tecla ctrl está travada. Não dá para usar. Aqui é assim...

Informações fresquinhas: a estrada está boa para Manaus. Estão passando até de bizinha. Mas se chover, só Deus sabe. Agora têm umas nuvens pretas em cima da cidade. Temos que levar gasolina reserva desde aqui. A Vila Realidade, onde tem combustível, fica a 100 km, mas o forte deles é diesel por causa das madeireiras. Pelo sim, pelo não, vamos encher os galões.


Diário de bordo – 7 de setembro



Hoje o dia rendeu. Lembram-se do Oscar, o anjo de ontem? Hoje rodamos uns 400 km com ele. De Comodoro, aonde ele pernoitou, até Ji-Paraná, sua cidade, aonde almoçamos. Nos despedimos e rodamos até Itapuã do Oeste, distante 100 km de Porto Velho. Depois de muito calor e pouco trânsito até Ji-Paraná pegamos um temporal com vento durante uns 50 km. Quase desistimos. 

Pouco tempo depois parou de chover e tocamos até aqui. Vamos tomar um banho e sair para jantar, merecemos. Até aqui, 1.625 km. Tudo certo até agora. 

Amanhã, em Porto Velho, tentaremos comprar as redes de garimpeiro para dormir nas torres da Embratel. Chegaremos antes do meio-dia em Humaitá. Levaremos as motos para trocar o óleo e dar umas acertadas. 

Na quarta-feira acaba o estresse. Chega de caminhões e cara maluco. Vamos relaxar e curtir a 319. 




Obrigado, Oscar!



Hoje (06.09) foram 850 quilômetros e apesar do calor conseguimos superar nossa meta diária. 

Iríamos pernoitar em Pontes e Lacerda, mas conhecemos o Oscar em um posto reabastecendo sua Tiger 1.200, com a qual havia nos ultrapassado alguns quilômetros antes. Ele está indo para Ji-Paraná e nos incentivou e acompanhou todos os 90 km até Nova Lacerda. Deixou-nos na porta do hotel, despediu-se e continuou sua viagem. 

Engraçado...estávamos cansados, um pouco desanimados e aparece este simpático senhor com sua Tiger, com placa de Arapongas, cidade próxima de Maringá, aonde morava, e nos acompanhou até aqui. .

Só posso dizer que anjos existem. 



Diário de bordo - 5 e 6 de setembro



Olá, 

Até aqui foram 1.800 km.
Desde que saímos de Maringá ontem (5.9) já pegamos chuva, frio e calor, tudo no mesmo dia, até a divisa com o Mato Grosso do Sul. 

Nunca gostei de viajar entre Mato Grosso e Rondônia. Sempre passei algum sufoco com os vários caminhões que percorrem estas estradas diariamente. Vimos dois acidentes feios com carros de passeio e caminhões e, para variar, mais de uma vez nos colocaram para fora da estrada. Há motoristas que nos ajudam, mas outros, quando veem que é moto que está vindo, saem para ultrapassar até na subida, contando que o motociclista sairá da frente. O problema é que a maioria dos acostamentos tem desnível, e daí para ir para o mato é fácil.

Outro problema é que a maioria dos caminhões é de 3 eixos e como grande parte da estrada é simples, ficar cinco minutos atrás de um caminhão com o sol queimando e o asfalto derretendo esperando para ultrapassar é f@$!#&.

Depois de dois anos sem passar entre Campo Grande e Cuiabá agora tem pedágio, que custa entre R$ 2 e R$ 4 a moto. Infelizmente há poucas estradas duplicadas. 

Problemas com as motos só o farol de led da Lander que parou de funcionar. Trocamos o fusível ontem e hoje parou novamente. Um farol de led da Té está fraco e caiu o parafuso da rabeta onde a placa é fixada, mas um “enforca gato” já a colocou no lugar. 

Ontem não conseguimos hotel em Sonora e tivemos que rodar mais 30 km até Ouro Branco do Oeste, e quase ficamos sem lugar para dormir. Hoje ficaremos em Nova Lacerda e amanhã tentaremos chegar o mais próximo possível de Humaitá. Pretendemos chegar antes do meio-dia de terça-feira para trocar o óleo, dar uma geral nas motos e, claro, descansar para quarta-feira pegar a Br319.

Aqui no hotel não pega a Tim e nem a Vivo. Felizmente tem wireless.
Estou escrevendo do meu celular e o teclado não ajuda.
Quando tiver oportunidade posto algumas fotos.

Abs.

Luiz